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Brancaleone Records®

.5 de fevereiro de 2004

Nossa Origem

Enquanto não publicamos a história completa, fique com esse antigo texto que apresentava a Pekena Orkestra Brancaleone ao público de seus shows (só fizeram um, mas isso pouco importa).  

Este material chega as suas mãos graças ao fabuloso e incansável  trabalho do Instituto de Pesquisas Filantrópicas Brancaleone  sob o patrocínio da Fundação Brancaleone,  integrante da holding Brancaleone Oficina de Idéias iltdas, que pesquisou durante mais de 13 anos,
diversos arquivos de diversas cidades da Europa,  Américas, Ásia e Oceania, onde nada encontrou.

A origem da Pequena Orkestra Brancaleone (e da própria Brancaleone) remonta a séculos atrás (quando nem mesmo nome ela possuía).

Antes que você se confunda, a Pequena Orkestra Brancaleone é a A Pekena Orkestra Brancaleone e também Le Petit Orkestra Brancaleone. Todos os nomes são a mesma coisa e estão registrados de acordo com as exigências legais de ©, ®, (estão faltando caracteres aqui - Sévérino!!!)

Na pequena cidade de Rolandus, na Itália, por volta de 1632 (os  registros aqui não são muito precisos), um grupo de amigos reunia-se todas as quartas feiras para tocar. Eram padeiros, marceneiros, sapateiros, pedreiros, coveiros, pintores, encanadores, corretores, desenhistas, eletricistas, modistas, alfaiates, enfim (um grupo bastante eclético), profissionais liberais ansiosos por exporem suas emoções em música. Não tinham tempo (e muito menos dinheiro) para frequentar as grandes salas de concerto (trabalhavam árduamente em suas pequenas salas de conserto) e como o rádio ainda não tinha sido inventado (e mesmo que fosse ainda não haviam inventado as estações de rádio, os disk-joqueis, o "jaba" e as paradas de sucesso), resolveram que eles fariam sua própria música, tocando apenas aquilo que os agradasse. Não precisavam satisfazer a ninguém a não ser eles mesmos.

Tocavam  muito bem, mas como só podiam tocar a noite  e  não tinham um lugar apropriado para ensaios, muitas vezes os vizinhos ficavam  (só um pouquinho) furiosos  com aqueles violinos, violoncelos, contrabaixos, óboes, fagotes, clarinetes, flautas, harpa, trompas, saxes (Saxes? Não, eles ainda não tinham  sax porque este também ainda não havia sido inventado. Os  registros provam que Adolphe Sax participou da POB quando ainda testava seu invento, mas isso foi um pouco antes de 21 de março  de  1846). Onde eu estava? Sim! Os vizinhos reclamavam do barulho (a coisa não mudou muito) e eles foram obrigados a tocar dentro do armário da Sra.Zawinul.

Mas problema mesmo eles tiveram quando um sapateiro  chamado Flavius Premoli trocou seu picollo por um "piano forte"  e surgiu em um ensaio com o dito  cujo debaixo  do  braço. Passaram muitas semanas  tentando  colocar  o piano  dentro  do armário e acabaram decidindo tocar  dentro do piano  mesmo, o que não era muito confortável pois o arco do primeiro violino fazia cócegas no bigode do segundo trumpete e o harpista tinha que tocar deitado, de frente para o terceiro trombone, que era um fumante inveterado.

Antes que  uma catástrofe acontecesse, um velho fidalgo, criador de galgos lebreiros, compadecendo-se da situação um tanto o quanto precária da POB, resolveu  patrocinar  a orkestra. Ofereceu sua adega para os ensaios. Tudo correu bem, até o dia que  este nobre senhor resolveu assistir a um ensaio. Foi nesta terrível noite de lua cheia, que ele constatou que os músicos não saíam alegres enebriados pela musica, mas sim pelo seu vinho. Foi o fim dos ensaios na adega.

Enfurecido, o nobre e educado senhor, pegou o primeiro objeto contundente que viu (uma milenar espada usada por São Jorge - antes de cair do cavalo) e saiu em perseguição aos infelizes (e alcoolizados músicos). O comendador não era muito bom da vista e ao deparar-se com a réplica de uma armadura, achou que pegara um dos coitados e desferiu o mais potente golpe que sua mão, braços, pernas e dedos, jamais sequer ousaram pensar serem capazes. A espada acertou bem no meio do elmo da armadura, cravando-se de tal forma que ele jamais conseguiu tira-la de lá (agora você já sabe a origem centenária da nossa logomarca). O profundo arrependimento que abateu-se sobre ele, foi logo substituído por um mortal ódio ao perceber que não acertara ninguém, mas sim uma de suas preciosadades. Jurou nunca mais ouvir música enquanto vivesse, o que foi fácil, já que ele era completamente surdo.

Mas esses valorosos músicos, sabendo reconhecer  seu benfeitor, e  gratos  pelas mil quatrocentos e trinta e duas garrafas e meia (o segundo violoncelista era coroinha), resolveram batizar sua orkestra com o nome de tão nobre homem. é claro que vocês já perceberam qual era o nome deste maluco criador de galgos e (ex)colecionador de vinhos: (para mantermos o alto nível de detalhes da nossa narrativa daremos aqui seu nome completo) Comendador Mario Arguito Piparotte Nucuzco Brancatti Einsenhower  da Silva Brancaleone. Como o nome era meio grande, eles pegaram só o último (e mais importante). Surgia a Orkestra Brancaleone .
Quando houve na cidade vizinha de DeZappa um festival para pequenas orkestras de câmara, mudaram o nome para Pequena Orkestra Brancaleone e se inscreveram. Tiveram alguns problemas no ato da inscrição, pois os organizadores discordavam  do argumento deles de que uma adega era uma câmara e como tal, quem ensaiava em uma adega (ou câmara) era uma orkestra de câmara (ou adega). Essa polêmica deu muito pano prá manga, melão, mamão, abacate (mas principalmente) abacaxi. Depois de muitas explicações (e algum suborno) estavam prontos para sua primeira apresentação pública, que quase não aconteceu. Um jovem boticário, segundo fagote, récem ingresso na orkestra, achava um absurdo participarem de um concurso e ficava o tempo todo dizendo que competição era coisa para cavalos e foi tal o escarceu  que criou, que quase todo o festival acaba sendo cancelado (apenas para registro, o nome desse rapaz era MacBell Bartok). Mas eles tocaram (sem o MacBell que preferiu ir a uma corrida de cavalos) e perderam. Saíram dizendo que competição era coisa para cavalos e desde então nunca mais participaram de um festival.

Passaram a tocar  em tavernas, onde seu som  era muito apreciado. Principalmente porque tocavam alto o bastante para abafar o som dos fregueses reclamando da comida. Foi daí que eles descobriram  que  música  em restaurante era um  desrespeito ao músico e ao cozinheiro  . Um acabava levando a (má) fama do outro.

Apesar dos percalços a POB continuou. Os filhos assumiram o lugar  dos pais, os netos o lugar dos filhos, os bisnetos  o  dos netos, os tataranetos o dos ... (poderíamos continuar com isso por linhas  indefinidamente, mas vamos lhe poupar desses  profundos  estudos genealógicos, além do que o papel anda muito caro, e então encurtaremos essa história toda).

Como num filme, a imagem dos músicos tocando em uma taverna enfumaçada e mal iluminada vai lentamente escurecendo e ao reverter-se o processo (ou seja, quando a imagem começar a clarear novamente, surge) uma cena moderna, (nessa porcaria de Internet não tem os tipos de letras certos. Originalmente você viria lendo em uma letra cheia de voltas e frescuras e aqui passaria a ler em uma letra mais "moderninha" - pedimos desculpas por essa falha mas já demitimos o webmaster responsável por isso!) com músicos tocando em um bar enfumaçado e mal iluminado. Só se percebe a diferença por causa dos rótulos das garrafas. A balburdia continua a mesma, as conversas e as bebedeiras não mudaram nada. E é claro que as brigas também não.

Eis inclusive uma vantagem de serem uma orkestra. Por serem muitos, nunca ninguém puxava briga com eles, por achar que tinha que enfrentar a turma toda. A única briga registrada nos anais da POB não chegou a acontecer, pois fizeram uma retirada estratégica pela porta da cozinha onde estrategicamente deixaram um contrabaixo bloqueando a porta. Na passagem pela cozinha agregaram o cozinheiro (chinês) e a sua bateria de panelas, passando a orkestra a contar com percussão (e um cardápio mais variado de quebra).

A Pequena Orkestra Brancaleone, desde os seus primórdios, é uma orkestra de música instrumental, que pretende apenas traduzir em música o dia a dia, o cotidiário das pessoas comuns. Desde os primórdios que a POB busca a simplicidade e este é o maior desafio. Naquela época (nos tais primórdios), música cantada ou era ópera ou música de menestréis. Por causa do "local" usado inicialmente para os ensaios, a POB não podia contar com cantores (eram gordos demais) nem com menestréis (eram narigudos  demais). A música instrumental era bastante popular na época, até  mesmo nos locais mais mundanos como tavernas, salões de barbeiro, bibliotecas, cortes e (se me perdoem a palavra) currais.

Alguns descendentes da POB original mudaram-se para o Novo Mundo e além de contribuírem para a miscigenação entre as raças, viram seus filhos tocando em "Honky Tonky's"   e bordéis (Oh!!). Nos últimos a coisa ficava um pouco mais que cinza. O rádio não havia sido  inventado  (e mais importante ainda) nem  o som ambiente, portanto era muito comum que os "respeitáveis" clientes desses " "respeitáveis" " lugares, escolhessem  a " " "respeitável senhorita" " " (e bote aspas nisso) e o pianista (!!!) que levariam a alcova (argh!!). A história é bastante pudica quanto aos detalhes (ainda bem, pois isto evita problemas mais sérios com o juizado de menores), mas sabe-se que estes valorosos músicos tocavam enquanto...bem, enquanto a coisa acontecia (se é que vocês me entendem; quem não entender esqueça, ponha este papel de lado e peça outro suco de laranja ou seja lá o que estiver bebendo). É claro que a coisa não era assim tão as claras; tocavam atrás de uma cortina , ou com os olhos vendados. O que lhes  permitia tocar imaginando locais diferentes daquele em que se encontravam .

Mas isso se passou no final do século passado, inicio deste século. Hoje em dia, graças `a moderna tecnologia, existe o rádio FM, gravadores K7, Roberto Carlos, Wando, Pagode e Odair José (???) o que livra os músicos de situações constrangedoras.

A POB sempre foi uma orkestra marginal. Afinal de contas nos séculos anteriores havia boa música "no ar" e uma orkestra formada exclusivamente por sapateiros, alfaiates e artesãos era no mínimo apenas uma curiosidade. Hoje (infelizmente) as ondas de rádio chegam a transmitir cantores que não cantam (Milli Vanilli só para citar apenas um caso) e outras atrocidades, impingindo a todos música da mais baixa e descartável qualidade.

É possível você ouvir a POB porque Álvaro Pereira  foi bisavô de Alex Saba e Ophélia Puccio Pereira    teve a responsabilidade de passar a seu bisneto a filosofia da POB. Ele interessou-se e através da "holding" Brancaleone, iniciou os trabalhos de remontar a POB. Mas não sozinho. Nada disso seria possível sem a inestimável ajuda do amigo Beto Frega (aka José Roberto).

Nos dias de hoje a POB mantém viva a tradição desses músicos maravilhosos e suas incríveis e arrebatadoras músicas. Essas, são uma mistura de tudo o que é bom, tudo o que você  não  consegue escutar no rádio do carro ou no elevador. A POB jamais se limitou e ainda hoje, não se limita a um estilo ou corrente. Ela é um estilo e uma corrente. Manter viva essa tradição não é tarefa fácil. As tentações são muitas, mas como diria o saudoso poeta Willian Franzenheim: "um rosto bonito pode balançar corações, mas apenas a boa música pode balançar a alma".

"A música (velha e boa deusa tão esquecida nos shows de hoje) será seu guia por uma fantástica viagem a regiões desconhecidas do seu íntimo." - não sei quem disse isso, mas cai bem.

Para tal, a POB (inovadora como sempre) propõe clip's virtuais (ou implícitos, ou sem imagem, ou imaginários, ou irreais, ou de mentirinha, ou ...(bem, você já captou a idéia)). Sua mente é a telinha e você o dono absoluto de todas as cenas. Você vê o que você quiser ver.

Os temas da POB são pontos de partida a partir dos quais você constrói (ou destrói) as imagens que só você é capaz de ver.

Com isso a POB propicia a seus ouvintes a liberdade para viajar a lugares de sonhos existentes na mente de cada um. Para cada ouvinte uma imagem. Isso faz com que a experiência de se ouvir a POB se torne muito rica, principalmente se compartilhada com outra pessoa (mas por favor não tente convencer ninguém de que é "isso" ou "aquilo", muito menos durante um show, senão vai ser uma confusão danada. Se o(a) outro(a) não concordar, por favor não o(a) esmurre, principalmente durante  o show. Se for inevitável, deixe isso para mais tarde, de preferência depois que os músicos tiverem ido embora.)

Sorry!

Alguns Comentários
(colhidos ao acaso)

`We are so sorry!!

Para que você tenha idéia de como os clip's funcionam bem e quão boa tem sido a receptividade nos recentes shows da POB, aqui estão alguns comentários (colhidos ao acaso e absolutamente isentos de qualquer influência), de pessoas que participaram de tão reveladora experiência:

“Esse show eu não posso deixar de rever!”
José Roberto Frega (engenheiro)

“A poesia nas músicas da POB dispensa comentários ... e letras!”
Paulo Bergo (químico)

“A POB é a melhor orkestra que já assisti!”
Pedro Frega (administrador)

“Fantástico!”
(garçon do antigo bar Let-it-Be antes de tropeçar)

“Esses rapazes são incríveis!”
D.Vana e D.Marly (mães)

“O tecladista é um poeta do silêncio!”
(poeta meio esquisito e anônimo)

“AAAiii!”
(freguês do antigo bar Let-it-Be depois do garçon tropeçar)

“...Gugu-Dada!!”
André (filho de arquiteto aos 11 mêses de idade)

“Oh céus!”
Frederic Chopin (pianista/compositor - diretamente de sua tumba)

“Já assisti esse show nove vezes!”
Haroldo Durão (fotógrafo)

“...”
Harpo Marx (ator/músico)

“Adoro boa música!”
Pedro Campos (empresário)

“Eu também ... Vamos sair daqui!”
Groucho Marx (filósofo/ator/músico)

We are really so sorry!!

Agradecimentos
(e outras frescuras)

 

A POB gostaria de agradecer em especial aos vizinhos, por não terem chamado a polícia tantas vezes quanto gostariam; à PRO-Music pelo patrocínio, suporte, instrumentos, amizade e cerveja (e que cerveja!!); à Sociedade de Amigos e Parentes da Gralha Azul (em extinção); às esposas, namoradas, filhos (e outros bichos), que pacientemente suportaram noites e noites de ensaios intermináveis; à Chico Marx pela afinação dos pianos; à Santana DelVechio pela maquilagem dos alces; à Harpo Marx por todo o legado verbal que nos deixou e a Groucho Marx, cuja literatura inspirada (e de profundidade abissal) é constante fonte de estímulo e incentivo.

What can we do for you?

Pequenas Biografias

 

ALEX SABA (arquiteto) é guitarrista desde os 8 anos de idade quando os pais o deixaram colocar as mãos em um violão que ficava encostado em um canto da casa. Desde então nunca mais o largou. Tocou em igrejas, festivais estudantis (ninguém é perfeito) e em mais um monte de outras coisas que nem ele mesmo lembra ou tem coragem de declarar. Compôs, produziu, arranjou, fez a capa, bateu as fotos, gravou, mixou e tocou “quase” todos os instrumentos no seu fantástico disco solo “ANGEL’S DREAM”.

Em outra vida, foi um camponês gaulês que cultivava a terra para seu senhor e para seu (próprio e mísero) sustento. Morreu de velhice (causas desconhecidas) deixando 15 filhos, 44 netos, 66 bisnetos e 3 tataranetos

Depois foi integrante de uma tribo nômade do Saara. Saiu em busca de seu temperamental camelo, afastou-se demais de sua caravana, perdeu-se e morreu de insolação sem ser encontrado (e sem achar o camelo).

Em outra vida, ouviu Marieta gritar “Se não há pão porque não comem brioches?”.
Ele era um dos que pedia pão. Morreu de indigestão logo após a revolução.

Viveu também como um ermitão em uma montanha sem que ninguém jamais soubesse o que fazia,
o que fez, ou mesmo porque foi parar lá. Seu corpo nunca foi encontrado.

Do you want some water?

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